Câmara escolhe nova mesa diretora nesta sexta-feira

Bancadas de oposição e situação vão apresentar chapas para disputar a presidência

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Mesa diretora

Amanhã (1º), inicia um novo ano, uma nova legislatura, um novo governo. Além disso, um novo presidente para a Câmara de Vereadores será escolhido pelos 13 eleitos na última eleição municipal, realizada em novembro. Esse rito acontece anualmente, para determinar quem ocupará a mesa diretora – presidente, vice-presidente e secretário da Casa do Povo. Em ano de abertura de mandato, porém, essa decisão é tomada em meio à cerimônia de posse do prefeito, vice e vereadores.

Funciona assim: o vereador mais votado, Rogério Negão, vai conduzir a primeira sessão do ano e dar posse aos demais vereadores eleitos. A partir disso, é feita a eleição com a apresentação de chapas estabelecidas e voto dos parlamentares. O presidente da Câmara eleito, então, assume o comando do Legislativo e finaliza a cerimônia, empossando o prefeito eleito Nestor Ellwanger, o Rim, e o vice-prefeito eleito, Cristiano Becker.

A eleição

Dois vereadores confirmaram a apresentação de chapa para disputar a mesa diretora. Celso Gehres (Progressistas) vai representar a bancada de oposição e Cezar Pohlmann (MDB) vai encabeçar o grupo da situação. A chapa de Gehres será composta por ele e representantes do PTB e do PSDB. Já Pohlmann disse que ainda estão sendo feitas tratativas para a consolidação da chapa, mas adiantou que deve contar com o apoio de PTB e PSB. Apesar de os dois candidatos à presidência da Câmara terem sinalizado a parceria com o PTB, o presidente da sigla, Jorge Willian Feistler afirmou que o partido está com Gehres e a indicação é de que todos os vereadores petebistas votem na chapa opositória.

Ao que tudo indica, o grupo opositor ao prefeito eleito, Rim, se mantenha à frente do Legislativo. Pelo que se desenha hoje, Gehres terá sete votos, enquanto Pohlmann deve contar com cinco. O vereador Rui Beise (PSB) disse que ainda não tinha posicionamento definido. Se isso se confirmar, em relação à atual mesa diretora, mais de 50% dos integrantes devem se manter, já que, atualmente, Gehres é secretário e Cristina Rohde (PSDB) é a presidente e única representante tucana – partido que continuará entre os três dirigentes do Legislativo. As siglas, aliás, serão as mesmas.

Para que o presidente seja escolhido, é necessária a maioria simples dos votos. Isto é, independentemente do número de vereadores presentes e dos partidos que representam, será eleito aquele que receber mais apoio entre os parlamentares.

Eleição da mesa diretora deve dar o tom da legislatura

A eleição da mesa diretora de 2020 foi relativamente tranquila, já que houve apenas uma chapa na disputa. Os votos da oposição garantiram a definição e aqueles que se abstiveram não foram um empecilho para a ascensão de Cristina Rohde (PSDB) à cadeira central do plenário da Câmara. Mesmo assim, ao longo do ano, os embates entre os vereadores governistas e de oposição foram constantes. A tribuna foi palco de muitas críticas ao governo Paulo Butzge.

A eleição da mesa diretora do ano que vem, porém, já terá um tom diferente e deve ser uma amostra de como os parlamentares e os partidos devem se comportar, pelo menos neste primeiro ano de legislatura. São sete vereadores contra a coligação eleita para comandar a prefeitura e seis a favor. Isto é, a escolha do presidente da Câmara será o primeiro dos embates em que essa polarização será notada.

A chapa de oposição tem como objetivo manter a postura firme de fiscalização ao Executivo, pensando no melhor para a comunidade, independente de favorecimentos políticos. Já o grupo de base do governo pretende ganhar a mesa diretora para dar condições de Rim e Cristiano fazerem um trabalho bem feito, fazendo a comunidade de Candelária se manter em desenvolvimento.

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