Produtores se antecipam e iniciam plantio do tabaco

Em Candelária, o trasplante antecipado ainda é tímido e não chegou a 1%

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Tabaco plantado há duas semanas na localidade de Sesmaria do Cerro está tendo bom desenvolvimento. (Fotos: Matias Ramos/JC)

Enquanto muitos produtores ainda estão com o tabaco em desenvolvimento nos canteiros, já tem fumicultores com a planta na lavoura. É o caso do casal Vagner e Jordana Corrêa, moradores da localidade de Sesmaria do Cerro, interior de Candelária. Eles decidiram antecipar o plantio do tabaco da safra 2021/2022 e já estão com 18 mil pés plantados na propriedade. Conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), menos de 1% dos produtores fizeram o transplante do tabaco em Candelária.

O casal vem antecipando o plantio a cada safra e conta que a expectativa era iniciar o transplante das mudas em junho, mas o tabaco semeado no final de março teve um rápido desenvolvimento nos canteiros e, por conta disso, decidiram antecipar ainda mais o plantio. Os primeiros pés foram transplantados no dia 18 de maio. “Embora seja um pouco arriscado, pois não entramos no inverno ainda, decidimos realizar o plantio, pois a muda estava bem desenvolvida e com todos os tratamentos necessários. Falei como meu orientador e ele disse que era para realizar o transplante”, comentou Vagner.

Vagner e Jordana já iniciaram o transplante dos 80 mil pés de fumo

Conforme o coordenador de mutualidade da Afubra de Candelária, Carlos Loewe, essa prática de antecipação tem sido cada vez mais comum. Segundo ele, na tentativa de se buscar melhor qualidade no tabaco e também fugir do forte calor do verão, os produtores da chamada região da parte baixa têm planejado o cultivo cada vez mais cedo. Contudo, a orientação é para que o plantio seja realizado entre julho e setembro.

Embora já tenha parte da safra na lavoura, o agricultor Vagner ainda tem boa parte da planta nos canteiros. Ele conta que costuma dividir a semeadura em três etapas para facilitar os trabalhos. Enquanto uma parte dos 80 mil pés já foi plantada, outra deverá ser transplantada até o fim deste mês e o restante do tabaco está na fase de repique e deverá ir para a lavoura só no final de julho. “O calor judia bastante, então queremos concluir a colheita até dezembro”, comentou Jordana. No ano passado o casal finalizou a colheita na metade de janeiro.

A época é de bastante trabalho e, por isso, o casal se divide no plantio do fumo, no preparo da terra, na poda das mudas, no repique das plantas e na colheita do milho, que ainda não foi concluída. Como o plantio do tabaco é planejado por etapas, fica tranquilo para os dois darem conta de todo o serviço e até ampliar a produção. Neste ano, serão plantados 20 mil pés a mais do que na safra passada. “Decidimos aumentar a produção porque estamos investindo na colheita através das empreiteiras”, comentou.

Agricultores já iniciam o preparo da terra para o transplante do restante do tabaco

REDUÇÃO NO PLANTIO
A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) espera uma redução de até 10% no plantio de tabaco desta safra. Conforme o coordenador de mutualidade, Carlos Loewe, a valorização da soja, do milho e do arroz devem fazer os produtores optarem por deixaram alguma área das propriedades para o plantio dessas outras culturas. Os dados da atual safra ainda não foram contabilizados, pois restam um pouco mais de 5% de tabaco para ser comercializado da safra passada.

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