Produtores debatem solução para travessia de máquinas agrícolas com duplicação na 287

Reuniões para debater assunto foram realizadas na Linha Facão e Vila Botucaraí

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Reunião na Linha Facão contou com 68 produtores da região - Crédito: Tiago Garcia / JC

Desde que foi confirmada a duplicação da RSC-287 com a promessa de trazer maior segurança aos motoristas e alavancar o desenvolvimento econômico do Vale do Rio Pardo, a futura obra já vem causando dor de cabeça aos produtores residentes a beira da via. A preocupação dos produtores rurais, que possuem propriedades nos dois lados da rodovia, é com a possibilidade de a Concessionária Sacyr instalar muretas de concreto no meio da via, vindo a trazer uma série de transtornos para quem necessita atravessar a rodovia com equipamentos agrícolas para a desenvolver a atividade rural em suas propriedades.
Com o objetivo de encontrar soluções para o impasse, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) promoveu duas reuniões com produtores que residem nas regiões de Linha Facão e Vila Botucaraí. O primeiro encontro ocorreu na noite de quarta (11), no pavilhão da Comunidade de Linha Facão e contou com a presença de 68 produtores. Na noite de ontem (12), o encontro foi realizado no pavilhão da Comunidade Evangélica, em Vila Botucaraí, com a presença expressiva de moradores da região e autoridades do município.
Conforme o presidente do STR, Juarez Cândido, o objetivo dos dois encontros foi realizar um levantamento de propriedades e produtores que serão atingidos com a duplicação e ouvir sugestões dos moradores. “Com os dados em mãos, vamos participar de uma reunião com a secretaria Estadual de Transportes na próxima semana para tratar sobre esse assunto e apresentar a demanda de Candelária”, frisou.
O presidente confirmou que uma das ideias é a criação de túneis embaixo da rodovia com acessos laterais nas margens, mas para isso é necessário realizar um estudo técnico de engenharia para a obra sair do papel. “Já há conversas para que estes túneis possam servir para substituir rotatórias de veículos”, adianta. Cândido destacou a sua preocupação com a situação e destacou que os ajustes no projeto de duplicação precisam ser realizados antes de a obra iniciar. “Agora o impacto financeiro será menor para ajustar. Com a obra em andamento, vai triplicar o impacto financeiro. Por isso que já estamos trabalhando para resolver a situação”.
O presidente destacou a necessidade de haver um somatório de forças políticas para buscar soluções ao impasse. “O Executivo e o Legislativo já vem debatendo o assunto em Porto Alegre com o governo e queremos nos somar para por fim a esse problema”, finaliza o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Produtores pedem apoio

Na reunião realizada em Linha Facão, muitos produtores relataram a preocupação com o fato de não poderem cruzar a rodovia com seus implementos agrícolas após a duplicação da RSC-287, e com a necessidade de percorrer diariamente longos trajetos para efetuarem retornos, situação que irá aumentar os custos de produção. O prefeito Nestor Ellwanger, o vice-prefeito Cristiano Becker e o vereador Celso Gehres, representando a Câmara de Vereadores, destacaram que apoiam a demanda dos moradores e que estão dialogando com o Estado e a concessionária para encontrar uma solução antes de a obra iniciar.
Morador de Linha Facão e com propriedades nos dois lados da rodovia, o agricultor Rui Kohl tem liderado o movimento dos moradores na região e relata a sua preocupação com a duplicação. “Caso a gente não consiga atravessar a rodovia, teremos que encerrar a atividade na propriedade. Estamos nos unindo para tentar resolver este problema”, frisou. Kohl destaca que na região de Linha Facão são mais de 40 produtores que serão afetados diretamente com a obra. Ele pede que o poder público e todas as entidades do município se unam para ajudar os produtores. “O ideal seria construir túneis embaixo da rodovia e acredito ser viável. Não somos contra a duplicação, mas queremos ter o direito de poder trabalhar com segurança e pedimos o apoio de todas as lideranças para que lembrem do interior e nos ajudem nesta causa”, finalizou.

Reunião na Vila Botucaraí

Reunião realizada na quinta debateu o problema com 50 produtores na região da Vila Botucaraí – Crédito: Divulgação / JC

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Candelária esteve reunido na noite de quinta-feira à noite na comunidade Evangélica da Vila Botucaraí para fazer um levantamento junto à comunidade com os moradores do trajeto de Candelária até a divisa com Novo Cabrais sobre quantos proprietários que tem propriedade que cortam a rodovia e que plantam nos dois lados, pois com a duplicação da rodovia vai ficar inviável a travessia de tratores máquinas agrícolas implementos e carroças com tração animal.

A partir de uma reunião da comissão da Assembleia Legislativa do Estado de proteção ao consumidor coordenada e presidida pelo Deputado Elton Weber com o presidente da AGERGS e com os sindicatos dos trabalhadores rurais da região saiu este encaminhamento de que todos os municípios atingidos devem fazer um levantamento destas áreas para que posteriormente seja possível agendar uma audiência com a secretaria de Transportes do estado e discutir um aditivo ou adendo no contrato acrescentando nas obras da Rodovia 287 túneis trincheiras e vias marginais para o trânsito de tratores e máquinas as agrícolas para travessia e acesso as propriedades.

Na reunião realizada na Vila Botucaraí, mais de 50 moradores relataram a sua preocupação com o problema. Também participou da reunião a convite do Sindicato dos Trabalhadores Rurais o procurador do município e ex prefeito Paulo Butzge, que representou o prefeito Nestor Ellvanger, os vereadores, Alan Wagner, Celso Gehres, Marcelo D,avila, e César Pollmann. Também esteve presente Neide Regina Rodrigues, representando o deputado federal Heitor Schuch, Adilo Schuck tesoureiro do STR e o Secretário e assessor Regional da Fetag, Dilson Dittberner. Em conjunto com a comunidade foi realizado um abaixo-assinado com dados e informações de todos os moradores que vão estar com o problema.

Juarez Candido confirmou que a partir de todas as informações, será feito um levantamento pelo mapa online e pelo CAR Cadastro Ambiental Rural para poder demarcar  todas as propriedades que tem o problema. “Vai atingir os produtores, o comércio local, o acesso ao ponto turístico do Morro do Botucarai, o colégio entre outros. Somente assim será possível  fazer um estudo de quantos túneis, rotatórias e quantos metros de rua marginal vai precisar”, destacou.

Cândido agradece  a comunidade da Linha Facão e da Vila Botucaraí pela participação nos encontros. “Este trabalho que é de interesse de toda a comunidade por que a agricultura quem não vive dela, depende dela de alguma forma ou de outra”. Também foi formada uma comissão com representantes do sindicato, do executivo municipal do legislativo e da comunidade que vão elaborar um documento com todo os dados e levantamento das necessidades e impacto com as obras da rodovia. Na próxima semana já está agendada uma reunião de trabalho para dar continuidade no trabalho com o gabinete do deputado Elton Webber, presidente da comissão de proteção ao consumidor, para tratar do assunto.

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